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História | Paróquia
Os Azulejos do Mosteiro


Como consta de um manuscrito existente no Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, intitulado” Tratado Histórico, Catálogo dos Priores do Real Mosteiro da Costa (Guimarães)”, foi no ano de 1745 que vieram de Lisboa 26.766 azulejos destinados às escadas, sala, dormitório e varanda do Mosteiro, ao preço de 30$000 reis cada milheiro, custando a colocação 2$800 reis por milheiro, o que, com fretes, carretos, cal, etc., importou tudo em “um conto e mil e tantos reis”, aproximadamente.

Os que foram colocados na cela prioral ostentavam as armas da Ordem e da Rainha fundadora e os dos quatro trânsitos os seguintes emblemas:

1.     Duas, coroas, entrelaçadas, uma de espinhos e outra de ouro, com a legenda “Non sine Altera”, tendo por baixo estas palavras da segunda epístola de S. Paulo a Timóteo, v.5 : “Non coronabitur, nisi q legitime certaverit”

2.     Uma agulha de marear e este título: “Dirigit Iter”, e por baixo as palavras de A.M ateus, cap. 19, v. 17: “Si vis ad vitam ingredi, serva mandata”.

3.     Um mostrador de relógio e o título: “Levis effugit hora”, e por baixo, o texto de S. L ucas, 12 : “Qua hora non putatis, fillius hominis veniet”.

4.     Uma águia em voo comos olhos fitos no sol e a legenda  : “ Terrae commercia nescit”, e na parte de baixo as palavras do capítulo 3.º, v.1 e 2, de S. Paulo : “Quae ursu aunt quaerite… non quae sup.terram”

Por sua vez os azulejos da simalha  da porta da varanda de Frei. Jerónimo, exibem as armas reais, e os outros representam, de um lado, a entrega do Mosteiro à ordem de S. Jerónimo feita pelo Duque D. Jaime ao Provincial da Congregação, o P.e Frei António de Lisboa, e do outro o P. e Mestre Frei Jorge de Belém acompanhado dos seus discípulos, os Infantes D. Duarte e D. António, azulejos que, felizmente ainda ali se conservam, mas bastante danificados e a precisarem de um restauro consciencioso.

Quanto aos azulejos que revestiam o corredor do dormitório perderam-se totalmente, calcinados, a quando ao violento incêndio ocorrido a 7 de Julho de 1951.

 

By Manuel Alves de Oliveira in Boletim da Juni n.º 4 Abril de 1984.



 
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